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Teresina, PI
Sábado, 18
Novembro de 2017

13/11/2017 - 18h28min

Temer afirma que vai aprovar reforma da Previdência e diz que mudanças vão cortar 'privilégios'

O presidente Michel Temer afirmou nesta segunda-feira (13) ter "certeza" que o governo conseguirá aprovar, ainda neste ano, a reforma da Previdência no Congresso Nacional.

A declaração de Temer, dada durante um evento no Palácio do Planalto, acontece uma semana após o próprio presidente reconhecer que a proposta pode não ser aprovada "em todo o conjunto".

"Quem sabe ainda neste ano, 'quem sabe', não, com toda certeza – porque aqui a gente diz uma coisa e falam 'há dúvida' e não há dúvida, não. Nós vamos fazer a reforma trabalhista... a reforma previdenciária. A reforma previdenciária que é fundamental para o país", disse Temer nesta segunda.

"Nós vamos desmistificar especialmente para, eu vou usar uma expressão mais forte, para desmentir o que diziam no começo. O que diziam no começo é o seguinte: que com a reforma da previdência a pessoa só se aposenta com 65 anos. É uma inverdade absoluta. O que estamos fazendo com a reforma da previdência agora? Nós estamos cortando privilégios, estamos fazendo uma fórmula que diz que a reforma da Previdência leva em conta a idade. Mas é para já? Não. É para daqui 20 anos", acrescentou o presidente.

A fala do presidente na semana passada sobre o texto a ser aprovado pelo Poder Legislativo causou repercussão política e econômica.

No Congresso Nacional, por exemplo, passou a ser articulado um texto mais enxuto, focado, por exemplo, na idade mínima de 65 anos para homens poderem se aposentar e de 62 anos para mulheres.

Na Bolsa de Valores, o Ibovespa, principal índice, teve fortes oscilações à medida que parlamentares e autoridades do governo davam a entender que a reforma ou poderia ser aprovada, ou ficava mais distante.

Oscilação da Bolsa de Valores de São Paulo na última semana

De olho na reforma da Previdência, Bovespa é influenciada por declarações de políticos

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Fonte: B3

Segundo informou a colunista do G1 e da GloboNews Cristiana Lôbo, a estratégia do governo para conseguir adesão popular e política à reforma é afirmar que, com as mudanças, os "privilégios" serão combatidos.

Nessa linha, além da fala de Temer nesta segunda, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, também já disse que a reforma busca eliminar privilégios.

O próprio relator da reforma, deputado Arthur Maia (PPS-BA), pasosu a dizer que, mesmo que um texto enxuto seja aprovado, é preciso acabar com os privilégios.
G1 





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