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Teresina, PI
Sábado, 18
Novembro de 2017

14/11/2017 - 23h18min

Lewandowski devolve à PGR delação de marqueteiro de Cabral, Paes e Pezão antes de decidir se homologa

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski devolveu à Procuradoria Geral da República (PGR) o acordo de delação premiada do marqueteiro Renato Pereira. Lewandowski também retirou o sigilo dos depoimentos.
À GloboNews, a PGR informou que vai avaliar o caso com "máxima urgência". Informou também que as cláusulas questionadas serão analisadas com "todo o critério" para definir o que pode ser feito.
O marqueteiro trabalhou em campanhas políticas do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, do ex-governador Sérgio Cabral e do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes. Todos do PMDB.
No despacho, Lewandowski pediu adequações nos benefícios concedidos a Pereira.
O acordo do marqueteiro com o Ministério Público estabelece, por exemplo, que Pereira cumprirá pena somente por crimes da campanha de Pezão em 2014, deixando de fora outros 7 fatos delituosos confessados por Renato Pereira em outras campanhas.
Pelo acordo de colaboração, as punições a Renato Pereira seriam:
Pagamento de R$ 1,5 milhão;
1 ano de recolhimento noturno em casa (exceto em viagens nacionais e internacionais a trabalho ou visita a parentes, autorizadas pelo MP);
3 anos de prestação de serviços à comunidade por 20 horas semanais (o que poderá ser feito nos fins de semana ou feriados de modo a compatibilizar com o horário de trabalho normal).
Nos depoimentos, Pereira confessou suposto caixa 2 (recursos ou serviços não declarados à Justiça Eleitoral) na campanha de Pezão; uso de recursos oriundos de lavagem de dinheiro; evasão de divisas para o exterior sem declaração à Receita.
Decisão de Lewandowski
O acordo de colaboração de Renato Pereira foi enviado em setembro ao STF, durante o mandato do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
A delação de Pereira, contudo, foi assinada pelo vice de Janot, José Bonifácio de Andrada. Caberá, agora, à atual procuradora-geral, Raquel Dodge, rever as cláusulas do acordo. 





17/11/2017 - 19h30min
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