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Teresina, PI
Terça, 20
Novembro de 2018

18/06/2018 - 18h48min

Dólar fecha em alta, a R$ 3,73, de olho em guerra comercial e cenário político

O dólar fechou em alta nesta segunda-feira (18), em meio a temores de uma intensificação da guerra comercial entre Estados Unidos e China e de olho no quadro político interno, a poucos meses da eleição presidencial. Ao mesmo tempo, o BC deu continuidade à intervenção para conter a alta da moeda.

A moeda norte-americana subiu 0,29%, vendida a R$ 3,7398, após passar de R$ 3,7647 na máxima do dia. Veja mais cotações.

Já o dólar turismo era vendido perto de R$ 3,90, sem considerar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Na sexta-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou tarifas de 25% sobre US$ 50 bilhões de importações chinesas, e prometeu mais se a China revidasse, o que aconteceu. Pequim anunciou tarifa adicional de 25% sobre 659 produtos dos Estados Unidos avaliados em US$ 50 bilhões.

Os riscos em torno de uma guerra comercial já desenham um pano de fundo mais adverso para ativos de risco. O aumento do protecionismo das duas maiores economias do mundo aumenta preocupações sobre o crescimento global num momento que alguns dos principais bancos centrais reduzem a liquidez, trazendo uma perspectiva mais dura para emergentes.

"Essa nova elevação na tensão nas relações comerciais entre Estados Unidos e China aumenta a aversão ao risco nos mercados e pressiona o preço do petróleo no mercado internacional", comentou a corretora Coinvalores, em relatório, ao citar as tarifas impostas pelos Estados Unidos à China e a retaliação de Pequim ao anúncio.

A alta da moeda norte-americana também é influenciada pela cena política local, após a notícia de que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, pediu ao presidente da 2ª Turma do STF, Ricardo Lewandowski, que coloque em pauta no dia 26 de junho novo pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso há mais de dois meses por crime de corrupção.

A cena política tem deixado os mercados financeiros no Brasil bastante agitados. Com os pré-candidatos que os investidores consideram alinhados com reformas sem decolar nas pesquisas de intenção de voto, o mercado acredita que a eventual presença de Lula na disputa reduziria mais as chances de alguém com esse perfil.

"Mesmo que sua chance de disputa for negada, sua liberdade (de Lula) pode tumultuar ainda mais o cenário político do país", destacou a Advanced Corretora em relatório, ainda segundo a Reuters.

Atuação do Banco Central


A expectativa é de que a continuidade da atuação do Banco Central no mercado de câmbio nesta semana contenha movimentos mais intensos de alta no dólar. O BC prometeu ofertar US$ 10 bilhões em swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares, nesta semana.

Entenda: swap cambial, leilão de linha e venda direta de dólares
Na semana passada, o BC colocou US$ 24,5 bilhões em swaps para dar liquidez ao mercado e tentar conter o nervosismo dos agentes.

Por enquanto, o BC só anunciou a oferta de até 8.800 swaps para rolagem do vencimento de julho.

Na sexta, a moeda norte-americana caiu 2,16%, vendida a R$ 3,7289, após o Banco Central anunciar que aumentaria sua atuação no mercado nesta semana, trazendo mais alívio para os investidores diante da cena política e fiscal no país. A decisão veio depois da disparada da moeda na quinta, que subiu mais de 2%, a R$ 3,81.

Na semana passada, o dólar teve alta de 0,58%. No mês de junho, acumula queda de 0,18%. Já no ano, a moeda tem valorização de 12,54%.

Variação do dólar em 2018

Diferença entre o dólar turismo e o comercial, considerando valor de fechamento
G1 





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