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Teresina, PI
Segunda, 15
Outubro de 2018

10/09/2018 - 21h28min

Juiz marca para novembro depoimento de Jobim e Palocci em processo que apura compra de caças suecos

O juiz da da 10ª Vara Federal de Brasília, Vallisney de Souza, marcou para o dia 20 de novembro depoimentos dos ex-ministros Antonio Palocci e Nelson Jobim em um processo que investiga irregularidades na compra de caças suecos durante o governo Dilma Rousseff.

Um dos réus do processo é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A denúncia do Ministério Público Federal que deu origem à ação penal é resultado de investigações sobre compra pelo governo federal de 36 caças suecos e sobre a aprovação no Congresso de uma medida provisória que envolveu incentivos fiscais a montadoras.

O ex-ministro Antonio Palocci em depoimento ao juiz Sergio Moro (Foto: Reprodução)

De acordo com o Ministério Público Federal, os crimes teriam sido praticados entre 2013 e 2015, quando Lula, como ex-presidente, teria participado de um esquema para beneficiar empresas junto ao governo Dilma. A investigação foi iniciada pela Operação Zelotes.

O ex-presidente sempre negou as acusações, dizendo que jamais interferiu na aprovação de medidas provisórias ou mesmo no processo de escolha e compra dos caças pelo Brasil.

Jobim foi ministro da Defesa entre 2007 e 2011. Palocci, preso na Operação Lava Jato, foi ministro da Fazenda de Lula e da Casa Civil de Dilma Rousseff.

O ex-ministro da Defesa Nelson Jobim (Foto: Marcello Casal Jr/AB) O ex-ministro da Defesa Nelson Jobim (Foto: Marcello Casal Jr/AB)
O ex-ministro da Defesa Nelson Jobim (Foto: Marcello Casal Jr/AB)

Vallisney, no despacho em que determinou os depoimentos, disse que quer ouvir os ex-ministros sobre uma suposta reunião relatada por Palocci à Justiça. Teriam participado, segundo Palocci, Lula, Jobim e o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy. A reunião, na época do governo Lula, seria para tratar da compra de caças franceses.

Naquele período, o Brasil analisava opções de caças para comprar, entre elas os modelos suecos e franceses.

Vallisney mencionou no pedido que, ainda de acordo com Palocci, Sarkozy teria saído da reunião com um documento, uma "espécie de compromisso de compra" dos caças franceses. Os suecos acabaram ganhando a preferência do governo, anos depois, na gestão de Dilma Rousseff.

O juiz disse que pretende confrontar a versão de Palocci com a de Jobim. Vallisney argumentou que, à Justiça, Jobim disse que Lula não se envolvia nas negociações sobre os caças.

Procurada, a defesa de Antonio Pallocci disse que não vai se manifestar. O G1 procurou a defesa de Nelson Jobim e aguarda resposta

Em 2014, o governo brasileiro comprou 36 caças da empresa sueca Saab destinados à Força Aérea Brasileira (FAB) por US$ 5,4 bilhões, após mais de uma década de negociações entre o governo e outras duas concorrentes: a americana Boeing, que segundo o MPF era a empresa preferida da então presidente Dilma Rousseff para firmar o negócio, e a francesa Dassault, que chegou a ser anunciada por Lula como a vencedora da licitação em 2009.

De acordo com o MPF, durante as investigações, documentos e depoimentos colhidos apontam que o processo de compra dos aviões tornou-se mais político do que técnico e contou com a interferência de Lula em favor da empresa sueca.

A denúncia afirma ainda que a empresa sueca, que fechou o contrato de venda dos caças, tinha um contrato indireto com a empresa M&M e que, em agosto de 2012, passou a trabalhar diretamente com os brasileiros. A M&M, de acordo com as investigações, pertence a Mauro Marcondes e Cristina Mautoni, também réus no processo.

As investigações realizadas por integrantes da força tarefa da Operação Zelotes revelaram que, ao todo, a M&M recebeu da SAAB € 1,84 milhão, sendo € 744 mil apenas entre 2011 e 2015, para viabilizar o negócio.

Durante as investigações, porém, não foram encontrados indícios de que Dilma tivesse conhecimento do suposto esquema criminoso.
G1 

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