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Teresina, PI
Domingo, 16
Dezembro de 2018

29/11/2018 - 19h58min

Desnutrição é alarmante tanto em países pobres quanto nos ricos

A desnutrição afeta pelo menos 141 países no mundo, segundo um relatório internacional publicado nesta quinta-feira (29), que assinala que a situação é “alarmante” tanto nos países ricos quanto nos pobres.

“A situação é alarmante”, assinalou Corinna Hawkes, diretora do Centro de Políticas de Nutrição da Universidade de Londres, durante uma conferência por telefone após a apresentação do estudo em Bangcoc, capital da Tailândia.

“Tanto os países ricos quanto os pobres experimentam alguma forma de desnutrição”, disse a especialistas, que citou entre os problemas o raquitismo e a obesidade.

 

O Relatório Mundial sobre Nutrição examina todas as cifras internacionais de quase 200 países. Os dados provêm de organizações como ONU, FAO, PMA, Unicef, OMS, mas também de ONGs, fundações e universidades.

Segundo o relatório, 141 países acumulam ao menos três formas de desnutrição, dos quais 41 estão em um nível muito alto.

Os autores expressam uma preocupação particular “com as populações refugiadas no Oriente Médio, que acumulam atraso no crescimento, raquitismo, carências de micronutrientes e obesidade”, em particular no Líbano.

Mostram a sua inquietação também pelo forte aumento (+54,9%) das vendas de leite industrializado para bebês entre 2005 e 2017.

 

“Está ocorrendo uma mudança significativa (e sem precedentes) na dieta dos bebês e das crianças pequenas” em todo o mundo, alertam.

Com a exceção da América do Norte, as vendas de leite de fórmula aumentaram na maioria das regiões do mundo.

E embora a lactância materna, promovida pela Organização Mundial da Saúde, tenha progredido em todo o mundo (41% eram alimentados exclusivamente com leite materno até os seis meses em 2017, frente os 37% em 2012), trata-se de um progresso “extremamente lento”, lamentam os autores, que reafirmam os benefícios do aleitamento materno.

 

A obesidade também avançou, sobretudo entre as mulheres (15,1% em 2017 frente aos 10,6% em 2000), e nenhum dos 194 examinados fez progressos significativos para lutar contra a obesidade, assinala o relatório.

Assim, 59% das crianças bebem diariamente bebidas gasosas na América Latina e no Caribe, 52% na África e 40% na Ásia, aponta.

 

Seus autores pedem que os governos taxem as bebidas açucaradas para combater a obesidade no mundo. No total, 59 países já adotaram este tipo de medida, incluindo o México, que impôs em 2014 um imposto às bebidas açucaradas, o que provocou uma alta de 10% no preço. Já o consumo caiu 6%.