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Teresina, PI
Sexta, 23
Agosto de 2019

08/08/2019 - 09h27min

Paulo Guedes diz que é possível 'cabeça rolar' no Coaf e defende aperfeiçoamento do conselho

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quarta-feira (7), ao responder a jornalistas, que ainda não decidiu se o presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Roberto Leonel, permanecerá na chefia do órgão. Segundo Guedes, é possível "uma cabeça rolar" no conselho que saiu recentemente do guarda-chuva do ministro da Justiça, Sergio Moro.
Leonel foi indicado para o comando do Coaf – órgão-chave no controle da lavagem de dinheiro – por Sergio Moro quando o conselho ainda era vinculado ao Ministério da Justiça. Por decisão do Congresso Nacional, o Coaf retornou em maio à estrutura do Ministério da Economia.
Coaf: saiba o que é e como funciona o Conselho de Controle de Atividades Financeiras
Servidor de carreira da Receita Federal, Roberto Leonel trabalhou com Moro na Operação Lava Jato quanto era chefe da área de inteligência do Fisco em Curitiba, cargo que ocupou por 22 anos.
Embora tenha admitido a troca na presidência do Coaf, Paulo Guedes ressaltou que a solução para a crise envolvendo o órgão de controle, mais do que troca de pessoas, "exige um aperfeiçoamento institucional".
"Toda vez que tem uma aparente crise institucional, a solução é um avanço e um aperfeiçoamento institucional, não é só uma cabeça rolar. Uma cabeça rolar pode até acontecer, mas desde que haja um avanço institucional”, declarou Paulo Guedes ao ser questionado por repórteres na portaria do Ministério da Economia sobre a possibilidade de trocar o comando do Coaf.
A pressão de aliados do presidente Jair Bolsonaro nos bastidores para que Roberto Leonel seja demitido começou após o presidente do Coaf criticar a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, de suspender todos os inquéritos e investigações baseados em dados compartilhados pelo conselho de controle sem autorização judicial.
A decisão de Toffoli – tomada em julho – atendeu a um pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), um dos cinco filhos do presidente Jair Bolsonaro. Flávio é alvo de um