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Teresina, PI
Sexta, 23
Agosto de 2019

12/08/2019 - 11h15min

Piauí expande educação a distância e já é referência nessa modalidade de ensino

A educação a distância no Piauí vem mudando a realidade de quem tinha apenas um sonho de ter em mãos o diploma de um curso superior. A tecnologia está contribuindo para uma educação de qualidade, bem como para a universalização da educação superior no estado. Atualmente, são mais de 10 mil alunos beneficiados com os programas Universidade Aberta do Piauí (Uapi) e Universidade Aberta do Brasil (UAB).
Essa é a modalidade de ensino que mais cresce no Piauí. A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) é o órgão mantenedor do ensino a distância no estado, no qual iniciou as atividades em 2007 em parceria com as instituições de ensino superior (IES) públicas, ofertando cursos de graduação para 10 polos. Com a Superintendência de Ensino Superior (Supes), a Seduc passou a planejar e construir polos presenciais de EaD em mais municípios do Piauí.
O Núcleo de Educação a Distância (Nead) da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) está em 155 municípios piauienses, sendo 120 destes no programa Uapi, ofertando o curso de Administração, e 35 no programa UAB, que oferta sete cursos de graduação e 13 de pós-graduação.
O Sistema UAB é um programa instituído pelo governo federal com a ideia de reduzir as desigualdades na oferta de ensino superior, é de responsabilidade da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e conta com 50 polos nos municípios piauienses. Desses, 37 são de responsabilidade da Seduc/Supes, como mantenedora da estrutura física, tecnológica e de gestão de coordenação; e 13 polos de responsabilidade de prefeituras/Instituto Federal do Piauí (IFPI)/Universidade Federal do Piauí (UFPI). Em 2019, estão sendo ofertados os cursos de História, Espanhol, Matemática, Administração Pública, Inglês, Português e Pedagogia.
No Piauí, a dificuldade na disponibilidade de professor nos municípios do interior do estado impulsionou a iniciativa de proporcionar educação superior à população de locais distantes e isolados, assim a Uapi surgiu com a mesma proposta da UAB. Criada pelo decreto nº 16.933 de 16 de dezembro de 2016, é um programa de ensino voltado para o desenvolvimento da modalidade de educação a distância com a finalidade de expandir e interiorizar a oferta de cursos e programas de educação superior no estado do Piauí, por meio de estratégias de inovação tecnológica.
Piauí é referência na educação a distância
Piauí é referência na educação a distância
Expansão
O secretário de Estado da Educação, Ellen Gera, destaca que o Piauí é um dos estados que mais tem avançado na oferta da educação, seja ela na educação básica como também na educação de ensino superior. “O acesso escolar tem sido uma das frentes de trabalho prioritárias do governo Wellington Dias, que iniciou em 2003 um trabalho de expansão da oferta da educação no nosso estado e ações importantes foram implementadas. O sistema da UAB, sozinho, não seria capaz de levar a universalização da oferta para todos os municípios, por isso foi institucionalizada a Uapi, em 2017, um programa genuinamente piauiense, mantido com recursos do Estado; um sistema que tem como grande objetivo universalizar a oferta de ensino superior nos municípios do Piauí, com a meta de fazer com que seja o primeiro estado brasileiro que tenha a oferta de fato de vestibular em cada um dos municípios”, diz o gestor.
A superintendente de Ensino Superior da Seduc, Maria de Lourdes Lopes, explica a diferença das metodologias da UAB e da Uapi. “Enquanto que na UAB temos dois tutores para chegar até o aluno, o professor conteudista e o tutor, que leva o conhecimento da disciplina aos polos presenciais de 15 em 15 dias, aplica a prova e faz o acompanhamento durante todo o processo, tanto por meio da plataforma quanto nos encontros presenciais e tem esse papel principal no contato instituição-aluno. Já, a Uapi tem o mesmo formato em termo de estrutura, plataforma e conteúdo, porém o que difere é o uso tecnológico, que já é utilizado na educação básica, na educação profissional e na EJA desde 2012. Vendo o sucesso dessa metodologia, pensou-se em fazer o uso da mediação tecnológica na educação universitária e, nesse caso, quem ministra as aulas é o próprio professor conteudista, não tem o tutor fazendo a interlocução, o professor tem acesso direto ao aluno”, frisa a superintendente.